sábado, 24 de dezembro de 2011

O Brasil que dá certo


Salário mínimo será de R$ 622 em janeiro

A presidente Dilma Rousseff assinou nesta sexta-feira (23) o decreto que prevê salário mínimo de R$ 622 a partir de janeiro de 2012. A decisão deve ser publicada no “Diário Oficial da União” no início da próxima semana.
Desde o segundo mandato do presidente Lula, os reajustes anuais do mínimo têm seguido uma fórmula que combina o INPC acumulado desde o aumento anterior e o crescimento da economia do ano retrasado.

Pela legislação em vigor, o arredondamento dos valores deve ser sempre para cima.

De acordo com lei publicada no início do ano, que também estabeleceu o piso salarial brasileiro em R$ 545, essa metodologia será seguida pelo menos até 2015.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Eleições em Curitiba: Todos querem a capital.


Uma nova pesquisa sobre a corrida eleitoral em Curitiba acabou de ser divulgada. A consulta da Paraná Pesquisa (realizada entre 04 e 08 de dezembro) mostra um cenário bastante equilibrado. Tudo indica que se as eleições fossem hoje, certamente teríamos um segundo turno.

Como estudei Ciência política na UFPR, posso afirmar que a eleição de 2012 será a mais disputada desde 2000. Pois, pela primeira vez, o candidato da Situação, Luciano Ducci não mostra o favoritismo que Beto Richa alcançou em 2004 e 2008. Ainda esta pesquisa trabalha com o PT tendo candidato próprio. Porém alguns setores tencionam em apoiar Gustavo Fruet do PDT. Mas essa definição só saíra em maio de 2012, durante as prévias do PT.

Confiram os números:

Gustavo Fruet (PDT): 26,7%
Ratinho Júnior (PSC): 26,3%
Luciano Ducci (PSB): 21,5%
Rafael Greca (PMDB): 21,3%
Tadeu Veneri (PT): 2,8%
Renata Bueno (PPS): 2,5%
Não sabe: 6,6%
Nenhum: 6,3%

domingo, 18 de dezembro de 2011

Paranismo: Você sabe o que é?


Se você  não for paranista, vai ter que concordar com às 20, 30 mil pessoas que estavam hoje na rua XV.  Simplesmente eles não entendiam porque um grupo bastante numeroso de torcedores se reuniu no ponto mais central de Curitiba para exaltar o Paraná Clube.
Aos poucos, a torcida tricolor foi chegando, se concentrando em frente à Praça General Osório ( Ponto Central de Curitiba, perto da Boca Maldita na AV Luiz Xavier). Eu observava os não paranistas, estes se perguntavam: Mas o que estão fazendo? Será algum protesto, passeata? Alguns não aguentaram e vieram me perguntar, inclusive dois guardas municipais.
Parti para a explicação. Falei que em todos os anos, no sábado antes do aniversário do Paraná Clube (19/12/1989) a torcida se reúne na Rua XV e faz uma caminhada até a Vila Capanema exaltando o seu amor pelo time.
O mais legal da Avalanche ( Que já é tradição em Curitiba, essa é a 4° edição) é ver a perplexidade no rosto de quem observa, seja na rua, nas casas, nas lojas e nos carros. O que estariam eles pensando? Porque essa torcida faz isso? O time não ganha mais nada? O time foi rebaixado no estadual? O time não tem torcida?
Mais é aí que os não paranistas se enganam. Não torcemos pelo tricolor por seu um time de moda, por  ser um supercampeão. Torcemos pelo tricolor do Paraná, porque amamos este time, amamos ele acima de tudo e de todos. A pessoa não escolhe ser paranista. O destino faz com que ela conheça o Paraná Clube e daí, a paixão torna se  irresistível.
Já quando estávamos chegando perto da Vila Capanema, observei que o Presidente Rubens Bolhen já esperava a torcida, Ele estava acompanhado do vice-presidente Financeiro, Celso Bittencourt. Me aproximei do presidente e vi sua emoção forte ao ver o povo paranista. E não tem como ficar indiferente ao amor que a torcida tem por este time, sejam paranistas, pedestres, observadores e até mesmo a gente que vive e sofre pelo tricolor.
E após a Avalanche, alguns torcedores ficaram conversando com o Presidente Rubens e o Celso. Foi uma conversa agradável, vários pontos foram esclarecidos. É claro que eles não prometeram nada. Mas nos mostraram que o trabalho está sendo bem feito. Ao me despedir, dei saudações Boca Negra. O presidente ficou novamente  emocionado. Isso foi motivo para mais um papinho. O presidente Rubens e o Celso se lamentaram do Paraná Clube ter perdido e ignorado essa marca. Que era muito forte.
Tenho a certeza, que daqui para frente o tricolor será diferente. Pois, nas veias do Presidente Rubens Bolhen circula o sangue Boca negra. Que 2012 seja melhor para o Paraná Clube.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Espiada na Câmara Municipal de Curitiba

Eleitores Curitibanos
Confiram entre nossos 38 vereadores, quantos votaram a favor do aumento do próprio salário.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Hitler manda censurar Privataria tucana


É o que a imprensa e direita estão fazendo. Eles censuram o livro. Uma atitude digna dos regimes totalitários. Todos devem ler o Livro A Privataria Tucana, do premiado jornalista Amaury Ribeiro Jr



Por que a imprensa finge que não vê o livro do Amaury?



Deve ser possível contar nos dedos quantos amigos José Serra tem nas redações. Quase ninguém na mídia é “serrista”. Não nas redações dos jornais, das tevês e das rádios. Há exceções claro, e pelo que soube esta semana o editor-chefe de um grande jornal teria trabalhado para Serra, mas isto não significa que ele tenha pelo ex-chefe profunda admiração. Serra também não deve ter muitos amigos entre os acionistas das empresas de comunicação. Serra sempre foi apenas uma alternativa possível da imprensa a Fernando Henrique Cardoso para enfrentar Lula e, depois, a candidata de Lula.
Quem finge gostar de Serra nas redações, excetuando os amigos do peito, caso ele os tenha, na verdade não gosta mesmo de Serra – apenas o prefere a Lula. Jornalista que apoia Serra – de novo com as exceções possíveis – o faz por não gostar de Lula, e não gosta de Lula por vários motivos, razoáveis ou não: preconceito, antagonismo político, por considerá-lo populista, por conservadorismo, preferência clara por FHC etc. A imprensa protege Serra por falta de coisa melhor. Fará o mesmo com Aécio Neves, caso ele vire candidato, por motivo idêntico.
Não corre risco de perder quem apostar que Ricardo Noblat não tem qualquer identificação com Serra. Não seria estranho descobrir que Eliane Cantanhêde, Dora Kramer, Lúcia Hipólito e tantos outros, mesmo que queiram no poder alguém que considerem melhor que Lula e Dilma, e certamente querem, ficariam satisfeitos se a opção não fosse Serra nem Aécio. Especulo sobre a vontade destes poucos jornalistas, todos muito conhecidos, mas poderia estar falando da maioria. Cito-os porque estão entre os mais citados.
Serra não é diferente da maioria das fontes: detesta jornalista. Também não gosta de dono de jornal, mas os adula e quase sempre obtém deles o que precisa. Serra gostaria de demitir qualquer jornalista que fizesse matéria negativa para a imagem dele, e é possível que já tenha conseguido isso, embora não seja provável que tenha sido bem sucedido na maioria das tentativas. Hoje em dia, isto não é tão fácil como já foi.
E é aqui que trago ao assunto o livro A privataria tucana, sobre o qual a imprensa tradicional faz pesado silêncio.
Decididamente, os colunistas e os editores, pelo menos a maioria, não estão fingindo ignorar o livro de Amaury Ribeiro Jr para proteger Serra. Suspeito que até que alguns achariam divertido ver Serra em maus lençóis, tendo que se explicar sobre as acusações que sofre no livro.
Também não creio realmente que colunistas e editores desprezem o livro porque acreditam que Amaury foi contratado por assessores da campanha petista no ano passado para espionar Serra ou vender informações contra os tucanos. Todos eles sabem que esta foi uma, e apenas uma, das mentiras inventadas durante a campanha.
Este foi um dos fatos “esquentados” na campanha para beneficiar a oposição. Para os jornais e para as emissoras que dedicaram enorme espaço e tempo a este factóide fica muito difícil, agora, admitir que “não foi bem assim”. Como seria difícil, mesmo agora, noticiar que a agenda de Lina Vieira jamais apareceu e que Rubnei Quicoli já confessou que mentiu. Como foi difícil admitir com clareza que a ficha policial atribuída a Dilma era uma montagem mal feita.
Isto seria mais do que um “erramos”. Seria um “mentimos”.
Os jornalistas também sabem que, mesmo sendo meio falastrão e parecendo um tanto estabanado, Amaury é um grande repórter, é honesto e não está mentindo ou, para ser mais isento, pelo menos acredita que está contando a verdade. Sabem, por fim, que a origem desta história que resultou num livro está na reação de Aécio Neves a uma ação mafiosa típica dos serristas.
Por que, então, os colunistas, editores e jornalistas da maioria dos grandes veículos fingem ignorar o livro?
Porque obedecem à linha editorial dos jornais e das emissoras em que trabalham. Obedecem, agora, e sempre obedeceram. (E aqui, em nome da isenção, acrescento a parte que me toca: eu mesmo, quando trabalhei nas grandes redações, me sujeitei à linha editorial dos veículos e se eventualmente me insurgia internamente contra elas, tentando modificá-las, nunca deixei de segui-las disciplinadamente, uma vez derrotado em minhas posições. Ou pedia o meu boné.)
O que mudou, então? Por que os jornalistas se vêem obrigados a depreciar publicamente um colega de profissão, como o Amaury, com quem, aliás, muitos deles conviveram amistosamente? E por que estamos vendo jornalistas importantes entrando em guerra com seus leitores por causa de um livro que, se pudessem, tratariam como notícia ou comentariam?
Arrisco uma resposta: porque hoje os leitores pisam nos calos destes jornalistas, o que há uma década atrás – ou menos – não acontecia.
No meu tempo, e vale dizer também no tempo do Noblat, da Dora, da Eliane, do Merval, o leitor não existia como figura real. Era um anônimo, mal representado, diariamente, em uma dúzia de cartas previamente selecionadas para publicação e devidamente “corrigidas” em seus excessos de linguagem. Tem gente que não lembra, porque começou a ler jornal depois, mas naquele tempo nem e-mail existia, exceto, talvez, como forma de comunicação interna das empresas.
Noblat, Dora, Merval, Eliane  (e eu) escreviam, editavam e publicavam o que queriam, desde que não contrariassem os acionistas, representados pelos diretores de redação. Por acaso, dois dos citados foram diretores de redação e eu fui editor-chefe adjunto no Globo e editor-chefe do JN. Não eram – não éramos – contestados por ninguém. Quem não gostasse que se queixasse ao bispo, ao editor de cartas – por carta, claro – ou então que suspendesse a assinatura ou mudasse de canal.
Publicavam o que queriam, autorizados pelos donos, e continuam agindo da mesma maneira, mas hoje são imediatamente incomodados, cobrados, questionados, xingados pelos leitores, por e-mail, em blogs, por tuites e por caneladas no Facebook.
Fazem a mesma coisa – obedecer à linha dos seus jornais – só que agora têm que dar explicações a um grupo crescente de chatos, nem sempre bem educados, e não podem botar a culpa no patrão. Não podem dizer notwitter: “Olha, gente, eu não vou escrever sobre o livro do Amaury porque o meu jornal decidiu ignorá-lo, pelo menos por enquanto”.
Aparentemente, só existe uma opção: justificar a censura do livro nos seus veículos por meio da depreciação do autor, que está sendo chamado de louco e de venal – o que ele nunca foi, nem quando era um deles, época em todos o exaltavam como um dos maiores repórteres do país. Mesmo porque o ex-PM João Dias, o escroque Rubnei Quicoli e até Pedro Collor nunca foram tratados como cidadãos de reputação ilibada e nem por isso deixaram de ser considerados fontes válidas por estes e por quase todos os demais jornalistas. E estas fontes nem se deram ao trabalho de tentar provar o que diziam.
A alternativa a declarar-se censurado ou tolhido é entrar em guerra com uma parte dos leitores, buscando apoio em outra parte, neste caso naquela que detesta Lula, Dilma e o governo petista. Cobrados, reagem no mesmo tom. Acossados, pedem ajuda ao “outro lado”.
O autor deste texto trabalhou em pequenos e em grandes veículos. Também trabalhou como assessor de imprensa de empresários e de políticos, de vários matizes. É o que faz agora, como redator, razão pela qual fechou temporariamente o blog que mantinha para emitir opiniões. Entende que assessoria de imprensa, ainda que seja um trabalho digno e necessário, não é jornalismo, porque não lhe dá o direito à isenção. Continua analisando a imprensa, como cidadão, de maneira não-metódica, mas toma o cuidado de não depreciar pessoalmente aqueles que eventualmente critica. Não se julga melhor do que ninguém, nem sabe, francamente, como agiria hoje, na mesma situação dos colunistas e jornalistas dos grandes veículos – exceto que, talvez, evitasse o twitter e o Facebook, onde o confronto é muito mais agressivo.
Mas aos que alegam que é preciso ignorar o livro do Amaury porque ele foi acusado disso ou daquilo e não seria um autor confiável, responde com uma experiência pessoal. Editor do Globo em 1992, uma noite recebeu na redação o livro Passando a limpo, a Trajetória de um Farsante, de autoria de, vejam só, Dora Kramer e Pedro Collor de Mello. O livro trazia acusações tão pesadas contra Fernando Collor que, em alguns casos, a prova dependeria de exame de corpo de delito. O editor teve que ler o livro em duas horas, para escrever uma resenha rápida, que seria publicada na edição do dia seguinte.
Naquela época, no Globo e, creio, nos demais jornais, não era possível ignorar uma peça de acusação tão enfática, ainda que desprovida de provas. Nem era possível guardar para ler depois. E pouco importava se a origem das acusações de Pedro contra Fernando era uma briga entre irmãos envolvendo até mulher. Era notícia, e pronto.

Mário Marona é jornalista.